A Iacarujá é um misto de revistaria e livraria com uma tradição de mais de 50 anos no mercado de Suzano e região.
Há todo esse tempo, comercializamos todas as principais revistas nacionias e acrescentamos a isso alguns livros de excelente qualidade editorial e gráfica.
Nova Coleção com informações sobre centenas de aviões, navios e tanques. É a coleção Armas de Guerra, composta por 20 volumes com mais de 2.900 armas que marcaram a história das guerras e da indústria bélica mundial
Chegou o número 14 Pós-1945 R$ 19,90
Coleção Chico Buarque n° 19 Chico Buarque Francisco R$ 14,90
Versão Brasileira n° 20 Cozinha do Mundo é composta por 20 volumes, cada um com 176
páginas e 60 receitas ilustradas de chefs renomados de cada país. Os
pratos ainda trazem explicações passo a passo e dicas de vinhos em
livros com capa dura e papel nobre. A primeira edição terá preço
promocional de 7,90 reais, as demais custarão 15,90 reais. Periodicidade: Semanal
Conheça a coleção completa: 1) Itália 2) França 3) Portugal 4) México 5) Grécia 6) Síria e Líbano 7) Espanha 8) China 9) Argentina 10) Alemanha 11) Marrocos 12) Índia 13) Israel 14) Tailândia 15) Escandinávia 16) Países andinos 17) Caribe 18) Japão 19) EUA 20) Versão Brasileira
Suzana
Padua é doutora em educação ambiental, presidente do IPÊ - Instituto de
Pesquisas Ecológicas, fellow da Ashoka, líder Avina e Empreendedora
Social Schwab.
Resolvi compartilhar as belezas que temos em nosso país, representada
apenas pelos ipês. Nesta época do ano a exuberância é tanta que não
posso imaginar que essas árvores, que passam desapercebidas na maior
parte do ano, deixem de emocionar mesmo as pessoas menos sensíveis.
Talvez por isso devêssemos plantar mais e mais ipês de todas as cores
para contagiar nossos conterrâneos sobre a importância da natureza do
Brasil. Nessa época, os ipês esbanjam uma beleza rara, nos deixando em
estado de êxtase que nos enche por dentro da certeza de que a vida vale a
pena.
Passei o dia 7 de setembro sem qualquer intenção de cumprir uma missão
cívica, mas com o propósito de registrar as belezas dos ipês em flor.
Porém, ao me defrontar com o primeiro buque radioso de um amarelo
vibrante, tive a certeza de que este sim é o civismo que enaltece nosso
país. Bem melhor do que participar de paradas militares que homenageiam
fatos, pessoas ou poderes com os quais não sinto afinidade alguma,
fotografar ipês floridos me encheram de orgulho de ser brasileira.
Nunca pensei em ser fotógrafa, até porque antes dessas máquinas
maravilhosas que fazem tudo por nós, me faltava precisão no foco, e
muitas vezes a percepção de qual ângulo melhor favorecia o que desejava
registrar. Agora tudo ficou mais fácil, principalmente quando o motivo é
de tão rara beleza.
Copie o código e cole em sua página pessoal:
Minha missão era produzir boas fotos de ipês em flor para o relatório
anual que o escritório da Ana Laet está preparando para nossa
organização: o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas. O nome, é claro,
foi escolhido para homenagear a árvore, e os complementos
cuidadosamente selecionados para que iniciassem com as letras que formam
a palavra ipê. Nosso relatório este ano está sendo criado com base em
imagens de ipês em flor, servindo de tema de fundo para as informações
que desejamos compartilhar. Descobri que, quando o tema são os ipês em
flor, demandam pouca expertise de quem tem apenas que apertar um pequeno
botãozinho da máquina fotográfica. São belos de qualquer forma, não
importa o ângulo, a distância ou a luz que incide sobre eles. Os ipês em
flor são simplesmente espetaculares. São fotogênicos. Até eu me tornei
uma exímia fotógrafa com os exemplares que encontrei em profusão naquela
manhã ensolarada na capital federal, onde resido parte do meu tempo.
Aliás, dentre os responsáveis pela idealização paisagística de Brasília,
Burle Marx merece destaque especial por criar belezas cênicas na
capital e em tantos outros cantos do país. Mas, dois outros amantes da
flora brasileira contribuíram para o que usufruímos hoje. Tanto o Prof.
Ezechias Paulo Hering quanto Ozanan Coelho orientaram o plantio de
árvores que florescem em diferentes épocas do ano, para que as
principais avenidas da cidade estejam sempre coloridas com tonalidades
variadas, inclusive aquelas dos ipês que ocorrem no final do inverno.
Todavia, os ipês estão presentes em todo o país. São mesmo presentes que
ganhamos anualmente. Por sua excepcional beleza, são as árvores cujas
flores tornaram-se o símbolo do Brasil. A palavra ipê tem origem tupi e
significa árvore cascuda. Mas suas flores são a mais vívida manifestação
da essência do que é ser delicado e belo. Em suas quase dez espécies,
florescem em tons de branco, amarelo, róseo, roxo e lilás.
Escritores famosos reverenciaram os ipês em flor. Carlos Drummond de Andrade, por exemplo, poeticamente escreveu:
“Sou um homem dissolvido na natureza.
Estou florescendo em todos os ipês.
Estou bêbado de cores de ipê, estou alcançando
a mais alta copa do mais alto ipê do Corcovado.
Não me façam voltar ao chão,
Não me chamem, não me telefonem, não me dêem dinheiro,
quero viver em bráctea, racemo, panícula, umbela.
Este é tempo de ipê. Tempo de glória”.
Os ipês têm mesmo o poder de dissolver resistências porque amolecem
nossos corações. São dignos de celebração, de gratidão profunda por
abrirem suas belezas com tamanha desfaçatez. Por serem assim
extraordinários, muitos outros escritores descreveram sentimentos
profundos diante de ipês em flor. Rubem Alves é talvez o mais
reincidente no tema, como mostra os trechos que se seguem:
“Gosto dos ipês de forma especial. Questão de afinidade. Alegram-se
em fazer as coisas ao contrário. As outras árvores fazem o que é normal –
abrem-se para o amor na primavera, quando o clima é ameno e o verão
está prá chegar, com seu calor e chuvas. O ipê faz amor justo quando o
inverno chega, e a sua copa florida é uma despudorada e triunfante
exaltação do cio”.
E quando descreve seu encontro com um ipê rosa em flor:
“Resolvi dar uma caminhada. E lá ia eu, absorto em meus pensamentos,
quando, de repente, bem à minha frente, uma explosão de cores: a terra
ejaculando flores - flores que estavam escondidas dentro dela! Um ipê
rosa florido! Já pensaram nisso? Que as flores são os pensamentos da
terra? A terra pensa flores! Dentro dela, as flores ficam guardadas,
dormindo, mergulhadas na escuridão. Mas, pela magia de uma árvore, os
pensamentos da terra se oferecem aos nossos olhos sob a forma de flores!
Dentro da terra estão todas as flores do mundo, à espera de árvores... A
terra sonha ipês! As árvores são os psicanalistas da terra!”
Finalmente, peço emprestadas as palavras do Rubem Alves, mesmo não sendo
escritora. A idéia de algum dia me tornar um ipê, ou de meus restos
mortais adubarem o solo para que ipês florescem faz com que a morte soe
mais aceitável. Não que esteja completamente pronta para partir, pois
espero ter a oportunidade de ainda ver muitas estações de ipês em flor,
se a morte tiver a generosidade de esperar por mais tempo.
“Já é crepúsculo. Não tenho medo da morte. O que sinto, na verdade, é
tristeza. O mundo é muito bonito! Gostaria de ficar por aqui...
Escrever é o meu jeito de ficar por aqui. Cada texto é uma semente.
Depois que eu for, elas ficarão. Quem sabe se transformarão em árvores!
Torço para que sejam ipês-amarelos...”
Os ipês são efêmeros. Portanto, vamos aproveitá-los o mais possível enquanto duram suas flores.
Um bálsamo chamado amizade
Cada
amigo alojado no lado esquerdo do peito vale muito. Tanto que a vida
perderia o sentido se eles não estivessem por perto, compartilhando
alegrias e atenuando tristezas. Como você verá nessa reportagem, motivos
não faltam para mantermos nossas conexões sempre nutridas e ainda
arriscarmos novos encontros, de preferência nos misturando a gente de
toda sorte
Texto • Raphaela de Campos Mello e Vivian Goldmann Direção de arte • Camilla Sola
O número impressiona: uma rápida busca no Google para o termo amizade
rende nada mais que 18 milhões de remissões. Não é para menos: são os
amigos que nos dão colo, falam aquelas verdades que temos dificuldade de
contar para nós mesmas, fazem parte da nossa história, enfim, estão
sempre ao nosso lado, faça chuva, faça sol, muitas vezes desde os
primeiros anos de vida. Eles também servem de inspiração para livros,
filmes (veja box na página 38) e letras de música -- quem não se lembra
do refrão “Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder
cantar”, entoado pelo rei Roberto Carlos. Tem ainda o filme O Náufrago
(2000). Nele, o personagem interpretado por Tom Hanks só consegue
aplacar o desespero provocado pelo isolamento total graças a Wilson, a
bola de vôlei transformada em fiel escudeiro.
E olha que o tema não é fruto das necessidades contemporâneas, em que
a solidão e o isolamento dão o tom. Na Antiguidade, os filósofos
dedicaram um número considerável de reflexões ao assunto, tamanha sua
importância na vida cotidiana. O romano Sêneca (4a.C.-65d.C.), por
exemplo, mandou um recado a seus contemporâneos inflados pela
onipotência: “Nunca a fortuna põe um homem em tal altura que não precise
de um amigo”. Ao que acrescenta o psicólogo Antonio Carlos Amador
Pereira, autor de O Adolescente em Desenvolvimento (ed.Harbra): “Se
pensarmos evolutivamente, a amizade faz parte do instinto de
sobrevivência, porque, uma vez agrupado, o homem faz as coisas mais
rápido e melhor”.
Antonio Carlos também vê a amizade como uma via de mão dupla. “Se
tenho um amigo, isso significa que também sou alguém com disponibilidade
para escutar e partilhar as coisas.” Mas, além de acolher, o
companheiro deve se sentir à vontade para dizer o que pensa. “É preciso
haver espaço na relação para expor seu ponto de vista para o outro”, ele
ressalta.
Cercada de apoio, sinceridade e confiança, a engrenagem da amizade
embala. É inevitável. No entanto, alguns laços são mais duradouros que
outros. Há amigos que a gente fica meses e até anos sem ver e quando
reencontra sente que o tempo não passou. Outros, ao contrário, se filiam
à nossa vida num determinado período e depois seguem carreira solo.
“Amizade é uma questão de sintonia. Mas as pessoas se modificam e acabam
perdendo essa conexão. É comum, por exemplo, reencontrar um amigo do
colegial e ficar rememorando os tempos de escola. Porém, é evidente que a
vida mudou para ambos e que aquela relação ficou no passado”, avalia o
psicólogo.
Nada mais natural. Afinal, estar vivo é protagonizar metamorfoses em
série. Logo, dependendo da etapa de vida, teremos expectativas distintas
em relação ao círculo de amizades. “Quando somos jovens, o grupo ocupa
um espaço muito maior. Com a chegada da maturidade e das obrigações
impostas pelo trabalho e pelo casamento, há uma diminuição da interação
social pela falta de tempo. Muda, portanto, a dinâmica da amizade, mas
ela continua existindo”, diz a antropóloga e professora Claudia
Barcellos.
Segundo a antropóloga, as relações amorosas também podem, em alguns
casos, esfriar o vínculo de camaradagem, uma vez que o parceiro assume
papel de ouvinte e conselheiro íntimo ou ocupa por um tempo um lugar de
destaque na lista de prioridades. “É comum amigos se afastarem quando um
deles inicia uma relação amorosa. Mas é muito importante continuar
estabelecendo e aprofundando os vínculos fraternais paralelamente”,
enfatiza ela. Arranjos criativos
Em dias tumultuados como os de hoje, nos quais equilibramos diversos
pratos de uma só vez — família, trabalho, estudo, esportes, lazer, vida
social —, cultivar os amigos, muitas vezes, passa a ser uma missão
cercada de estratégias. O que não é de todo mal. Dessa necessidade,
podem surgir arranjos bem interessantes, como, por exemplo, encontros
semanais, quinzenais ou mensais em bares, restaurantes, sítios ou mesmo
na casa das amigas. A ideia é simples, mas só funciona se todas
comparecerem — não vale se esconder atrás de desculpas — e transformarem
esses momentos em verdadeiros rituais.
No filme O Clube de Leitura de Jane Austen (2007), um grupo composto
de cinco mulheres e um homem — sendo dois desconhecidos convidados de
última hora — se encontra regularmente para discutir a obra da escritora
inglesa. Longe de manterem o foco na proposta inicial, acabam trazendo à
tona questões mal resolvidas de sua própria vida. Com o passar do
tempo, os laços vão se estreitando e o clube passa a ser uma rede de
apoio para que seus membros superem os desafios vividos no dia a dia. Lá
pelas tantas, um personagem resume a essência da trama quando diz: “Os
seres humanos precisam de conexão, de companhia e de conversa”. A
mentora da ação, uma mulher madura e cheia de contatos, também revela,
num outro momento, a real intenção daquela confraria:“O clube do livro é
um antídoto para a vida”.
Em São Paulo, sete amigas das mais diferentes áreas — da psicologia
ao teatro, passando pelo direito e pela farmácia — criaram uma
iniciativa semelhante, batizada de Círculo de Mulheres. Todas as
sextas-feiras, há quase um ano e meio, elas se reúnem no apartamento de
uma das participantes para, como dizem, resgatar o feminino sufocado por
uma cidade tão masculina como a capital paulista. A semente do projeto é
exibida como uma relíquia: o livro O Milionésimo Círculo: Como
Transformar a Nós Mesmas e ao Mundo (ed. Taygeta), de Jean Shinoda
Bolen, um guia com as bases para quem quer fundar um grupo dessa
natureza.
Juntas, elas estudam mitologia grega, especialmente as deusas do
Olimpo, sentam em roda para ouvir e serem ouvidas, dançam e liberam seus
sentimentos. Não é preciso respeitar regras rígidas. Todas chegam ali
guiadas pelo coração e isso é suficiente. A única exigência é que usem
saia. “Recuperamos as imagens das deusas e fazemos atividades corporais
com o intuito de encontrar o divino que reside em nós”, explica a
professora de danças orientais Fátima Fontes, incumbida de orientar os
trabalhos.Quando indagadas sobre os motivos pelos quais frequentam o
grupo, apesar dos imprevistos e das dificuldades — a saber, uma vem de
Peruíbe, no litoral Sul de São Paulo, outra sobe dez lances de escada,
pois tem medo de elevador, e uma terceira está atravessando uma
separação — a resposta vem em uníssono: “Aqui, somos acolhidas sem
máscaras nem julgamentos”. Fátima assina embaixo. “Criamos uma irmandade
onde tudo pode ser dito e, com isso, podemos ser o que verdadeiramente
somos.”
Viva a mistura!
Dizem que almas afins se atraem e passam a caminhar a par e passo,
vibrando no mesmo tom. Quanto a isso, não há dúvidas. Só que o autor
dessa afirmação esqueceu de mencionar o outro lado da história: a
delícia de cruzar com gente diferente de nós e permitir que nossa alma
se misture à delas, ganhando, assim, outras cores e temperos.
“Sou aberta a novas amizades, pois acredito que todo mundo é um amigo
em potencial. Não tenho preconceitos relacionados a raça, classe
social, minorias, pensamentos”, declara a publicitária Roberta Lemos
Nóbrega, 25 anos. Sorte a dela, que amplia seu repertório ao se
alimentar com um coquetel constituído de diferentes conversas, opiniões,
interesses e estilos de vida. “É muito bom conversar com pessoas que
veem as coisas sob outros ângulos. Assim, posso absorver as opiniões de
cada um e construir a minha própria”, ela diz.
Ter muitos amigos exige fôlego. Não é fácil se manter disponível e
presente. Por isso, Roberta dificilmente para em casa nas horas livres.
“Quando a relação é verdadeira, você a cultiva mesmo na correria. Até
porque se espera que o amigo entenda nossa ausência sem fazer
cobranças.”
Já que a palavra cobrança veio à baila, adentraremos, nas próximas
linhas, nesse campo minado. Aquele local menos nobre habitado por
sentimentos como o ciúme e a competitividade. Já que eles existem, como
contorná-los sem que as bombas sejam ativadas? “É fundamental saber o
que se espera e o que se pode oferecer a alguém. Antes de cobrar,
precisamos lembrar que a amizade é um caminho de mão dupla.
Também é importante ter em mente que o amigo é falível, o que exige
tolerância”, aconselha o professor de psicologia Antonio Carlos Amador
Pereira, de São Paulo.
Para ele, a maior das decepções é constatar que um ente querido nos
deu as costas. Já Roberta vê brotar conflitos quando o convívio com as
amigas se intensifica. “Começa a incomodar o defeito de uma, o problema
de outra”, ela confessa.
Problemas e discordâncias sempre vão existir. Afinal, conviver é uma
arte que não oferece curso preparatório. Mas ainda bem que o diálogo
franco continua sendo o melhor remédio para os males dos
relacionamentos. Enquanto ele existir, nossas amizades estarão a salvo.
Só não há solução para os casos afetados por danos estruturais. “O que
determina o fim de uma amizade não é a inveja ou o ciúme, mas a falta de
reciprocidade e de confiança”, garante a antropóloga Claudia Barcellos
Rezende. Nas teias da web
Afinal, a rede mundial de computadores isola ou aproxima as pessoas?
“Não vejo distinção entre uma relação cultivada na internet e outra
estabelecida face a face, desde que ambas sejam permeadas por confiança,
apoio, atenção mútua e intimidade”, defende Claudia, com uma ressalva.
“Só é preciso redobrar a atenção no que diz respeito à confiança na hora
de se estabelecer um novo amigo na rede.”
Pollyana Ferrari, doutora em comunicação social pela Universidade de
São Paulo (USP) e especialista em arquitetura da informação e mídia
social, acredita que o modelo da web atual, chamada de 2.0 e ancorada na
interação, alimenta- se do dar e receber, assim como qualquer relação.
“A base da rede de amigos é o compartilhamento e a troca. Pesquisas
mostram que as pessoas, de uma forma geral, procuram seus pares na
internet, ou seja, ninguém quer mostrar sua foto de viagem para um
estranho.”
Por outro lado, ela enfatiza, a interação ediada pela tecnologia não
substitui o contato. “É muito legal ter amigos na internet. Mas também
precisamos ter companhia para tomar um chope. Acho triste o adolescente
que está no seu apartamento conversando com outros jovens que vivem no
mesmo prédio. Não podiam estar todos juntos?”, ela questiona.
A opção de se refugiar no anonimato e viver outras vidas na web
existe e, sabemos, é amplamente praticada. Mas há quem prefira o oposto:
usar o computador como canal de desabafo e até um meio de vencer a
timidez e conseguir expressar as inquietações que, de outro modo,
permaneceriam veladas. “Pode ser que este seja um campo de abertura para
algumas pessoas conversarem sobre assuntos que são difíceis de serem
abordados cara a cara”, pondera Pollyana. um chope. Acho triste o
adolescente que está no seu apartamento conversando com outros jovens
que vivem no mesmo prédio. Não podiam estar todos juntos?”, ela
questiona.De fato, há uma enorme disparidade entre o bate-papo ao vivo e
o virtual. Um abraço, por exemplo, é impossível de ser reproduzido por
vias digitais com a carga de emoção que lhe é devida. Se não estamos
fisicamente no mesmo ambiente, também corremos o risco de nos
distanciarmos da realidade.
O aspecto positivo e inquestionável da internet e das novas
tecnologias é o fato de colocar o relacionamento interpessoal em
primeiro plano. Por meio delas, podemos reencontrar amigos de infância,
cultivar os atuais e ainda agregar novos cúmplices. “Você pode mandar
uma mensagem por SMS para toda a base de amigos marcando um encontro
presencial. Assim, está se apropriando de uma ferramenta tecnológica em
favor do contato humano”, propõe a pesquisadora.
Ela própria fez uma grande amizade com a ajuda da internet.
“Aproximei-me de um colega da área por meio de participações em fóruns,
bate-papos e listas de discussão. No ano passado, ele escreveu um livro e
me convidou para assinar um capítulo. Fomos nos conhecer no dia do
lançamento. ”
Mas vamos com calma. Ter amigos no espaço virtual é algo bem
diferente de exibir uma quantidade astronômica deles no perfil do Orkut
ou do Facebook. Nesse caso, as amizades são confundidas com ostentação
de popularidade e carisma. “Hoje em dia, temos pouco tempo para
administrar poucos amigos. Além disso, a interação na rede é
direcionada, você fala diretamente com seu interlocutor. É necessário um
cuidado quase artesanal. Dizer que tem 12 mil amigos foge completamente
do sentido da amizade”, critica Pollyana.
Nesse terreno, somos todos jardineiros. Um descuido e pronto: nossas
mudas perdem o viço, reclamando atenção. Por isso, sempre que puder,
paparique os amigos e capriche na rega e no adubo. Assim, seu jardim,
grande ou pequeno, não importa, terá a alegria que tanto precisa para
florescer.
FALE CONOSCO: 4747-4538 ou 4748-4115. Clique na figura ao lado e acesse a página do Fale conosco, deixe sua opinião sobre o site, o que está bom e o que precisa melhorar. Sua opinião é muito importante para nós...
Matriz: Rua Benjamin Constant, 36- Centro- Suzano -SP. Fone: 4747-4538 - Fax- 4748-4115. Horário de Atendimento > Segunda a Sexta: 6:00 às 19:00 hs. Sábado: 6:00 às 19:30 hs. Domingo: 6:00 às13:30hs. Filial: D´avó Hipermercado Suzano - Loja 10 - Fone: 4747-2237. Horário de Atendimento > Segunda a Sexta: 9:00 às 22:00 hs. Sábado: 9:00 às 22:00 hs. Domingo 9:00 às 22:00hs. e-mail-iacaruja@terra.com.br
Evite banhos Demorados. Nosso planeta pede socorro...
Vamos reciclar nosso lixo
Vamos ajudar nosso Ambiente, ele agradece...
Conservando nosso ambiente. Se cada pessoa no planeta fizer sua parte, nossa qualidade de vida será muito melhor no futuro...